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Juntos Somos Fortes! "O PM NÃO É JESUS CRISTO" - CORONEL PM REF WILTON - EX-CMT GERAL DA PMERJ


Eis a desmoralização

Juntos Somos Fortes!


Prezados leitores,  o Coronel PM Wilton, ex-Comandante Geral da PMERJ, resgata a verdade, desmascara o governo Cabral e dá uma aula de Polícia Ostensiva e de Segurança Pública.

"BLOG DO CORONEL PM REF WILTON SOARES RIBEIRO 

Ex-Comandante Geral da PMERJ 
sexta-feira, 14 de março de 2014 

O PM NÃO É JESUS CRISTO 
Triste, muito triste, ver as imagens do JN de 11 Mar 2014, onde ficou longamente estampado uma fração de tropa da PMERJ sendo atacada a chutes, pontapés, tijoladas, pazadas e tapas na cara, por moradores da Rocinha, a principio ligados ao movimento de drogas (Os rapazes do movimento). 
Inicialmente quero deixar bem claro que sou a favor do Programa/Projeto dos GEPAE/UPP. 
E não poderia ser de outra forma tendo em vista que tive o orgulho profissional de estar comandando a PMERJ quando a primeira Subunidade organizacional, seguindo a premissa básica da massificação de volumoso efetivo em determinado espaço geográfico, foi planejada e implantada, após exaustivos estudos do EMG ( Estado Maior Geral), chefiado pelo Cel PM Montenaro. Foi implantada em Setembro de 2000, nos Morros do Pavão, Pavãozinho e Cantagalo, com o efetivo de 120 homens, a comando do Maj PM Carbalo, com o nome de GEPAE ( Grupamento de Policiamento em Áreas Especiais).
Como não poderia deixar de ser foi um sucesso, um excelente Projeto Piloto de Policia Ostensiva, o 1º GEPAE/UPP. Incontáveis registros na mídia nacional e internacional criaram e registraram para a história, excelente banco de dados e substancial massa crítica a respeito da experiência. Afinal a premissa básica, ou seja uma volumosa concentração de tropa distribuída em privilegiado e até certo ponto acanhado território, em forma de Policiamento Ostensivo, diuturno, presente, atuante e até certo ponto sufocante, com características de eternidade, tinha que dar certo, ali, ou em qualquer outro lugar do mundo (No inicio, pelo menos - Afinal não podemos esquecer nem desmerecer uma das conclusões de Montesquieu, qual seja: " As conquistas são fáceis de fazer, porque as fazemos com todas as nossas forças, são no entanto difíceis de preservar, porque as defendemos só com parte das nossas forças"). 
Tão certo deu, que nos anos e Governos que se seguiram os GEPAE/ UPP irradiaram e foram implantados em várias áreas consideradas críticas que se seguem : Formiga, Chácara do Céu, Casa Branca, Vila Cruzeiro, Cavalão, Providencia, Morro do Estado, Rio das Pedras, Gardênia Azul e Anil. 
Em termos organizacionais, já em 2004, a Departamentalização da PM estava a exigir a criação de um Comando Intermediário próprio, tendo sido implantado o CEPAE ( Comando de Policiamento em Áreas Especiais) tendo sido seu primeiro Comandante o Cel PM Ubiratan. 
Então como ser contra um Programa/Projeto vitorioso, como já disse, nascido e implantado durante nossa administração PM e previsto no Plano de Segurança do Governo Estadual à época. 
O problema é outro. O problema é a forma creio, açodada, em aumentar desmesuradamente a malha formada pelos GEPAE/UPP sem que a retaguarda consiga suprir as necessidades básicas daqueles que já foram implantados. 
O problema que está acontecer é que de uma forma ou de outra , todos os outros segmentos do Estado continuam e continuarão a colher os louros das ações nas áreas especiais e a PM, incoerentemente, como a principal vertente estrutural do Programa/Projeto, está cada vez mais fadada a receber críticas, tiros, bombas, sóis quadrados, mortes ,sofrimento, sepultamentos, enlutamentos e mais recentemente, tapas na cara e tijoladas nas canelas.
Até quando? Está claro e sabido por aqueles que dedicaram o mínimo de seu tempo a estudar os clássicos, nos bancos escolares de nosso Sistema de Ensino Policial Militar, que uma terrível armadilha/fenômeno administrativa chamada " GIGANTISMO" já está se apoderando dos destinos do Programa/Projeto GEPAE/UPP.
No aspecto humano, o "gigantismo" se não tratado a tempo pode condenar o corpo humano a intensos e imensos sofrimentos e até a morte. Uma de suas principais características além do crescimento desproporcional é a incapacidade de todo o organismo ser oxigenado com eficácia. O coração não consegue enviar a carga logística de sangue necessária a uma área tão grande , com o volume e regularidade corretos, provocando o sofrimento e a morte do indivíduo. 
Na administração, o Projeto surge, dá certo, é aplaudido, vira modelo, e começa a crescer. A principio tudo bem. Com o tempo, as linhas de suprimento começam a falhar, os depósitos de suprimento de pessoal começam a claudicar. Outras variáveis surgem que não foram previstas. 
No caso atual, em que a coluna vertebral conceitual do Projeto é a massificação, é a distribuição espacial do efetivo PM , não por KM nem Metro quadrado, mas por Centímetro quadrado, perda e não reposição, de efetivo é mortal. 
Ora, todos sabemos que a PM perde mais de 1000 homens por ano, pelos mais variados motivos: morte, doenças graves, passagem para inatividade, prestação de concursos para outras atividades, expulsão, deserção, extravio, etc. E os GEPAE/ UPP também perdem ( embora nos últimos 7 anos todos, todos, os 9.000 Policias Militares oriundos do saldo dos 17000 formados no CFAP menos os 8000 que foram embora, tenham sidos classificados nos GEPAE/UPP, dai o desespero total e absoluto da população do Interior e da Baixada no tocante a falta de policiamento e consequentemente aumento dos índices criminais em suas áreas). 
O inimigo não dorme e nem tampouco troca de profissão. Se alguns ou todos os GEPAE/UPP estão a perder efetivo, fala-se que alguns já não detém 60% do efetivo original, a capacidade de atuar no terreno enfraquece. Existem três formas de atenuar isso, uma diminuindo a área, no caso impossível, outra, apertando as escalas, difícil, tendo em vista que os atuais Recrutas foram formados sob outra ótica, a da flexibilidade, a da fluidez da identidade, a da escola ornitorinquiniana, a dos argumentos paisanos... Então sobra a decisão fatal de diminuir os postos de serviço no terreno. É ai que o criminoso das drogas começa a se assenhorear do território. Como o mercado não para, infelizmente os narizes não querem parar de cheirar, os pulmões não querem parar de fumar e nem tampouco as veias parar de se injetar, a ocupação antes real, passa a ter tinturas de simbolismo, abrindo cada vez mais brechas para atritos, confrontos, escaramuças, ferimentos, mortes (normalmente de PM). O principio do volume e da massa policial é totalmente enfraquecido, provocando com isso a diminuição do efetivo desdobrado no terreno. As madrugadas são longas e o inimigo é cruel, sabe que o terreno está ficando desprotegido e começa a ocupar postos a cavaleiro e em um segundo momento a "patrulhar" determinadas áreas, antes ocupadas pelas Frações Policiais Militares, e o mercado e os mercadores da morte voltam a funcionar 24 horas. 
O "gigantismo" com o tempo não permite que a supervisão, a ação de comando, a cadeia de suprimentos, principalmente armas, munições, alimentação, proteção individual, comunicações, a reposição de efetivos, a ação correicional, etc, acompanhem os fenômenos diuturnos sofridos pela tropa desdobrada no terreno, passando a enfraquecer cada vez mais a cadeia de comando. 
Portanto, creio humildemente, já passou da hora do Grande Exercito, que é a valorosa PMERJ, dar uma parada estratégica, montar um alto guardado, estabelecer um perímetro de segurança de 360 º, acender algumas pequenas fogueiras fraternas e simbólicas, reunir seus iguais, e a seguir voltar aos compêndios do Estado Maior e Ordens e aplicar os conceitos de REORGANIZAÇÃO para CONSOLIDAÇÂO. 
Repor e/ou reforçar o efetivo de todos os GEPAE/UPP, para que cada centímetro quadrado continue a ter PM, é salvar vidas, vidas PM. 
Insisto no aspecto do açodamento em implantar Grupamentos sem retaguarda logística. Sucumbir ao canto da sereia do "GIGANTISMO" é "colocar com sofreguidão, lenha na fogueira". É preparar o Quadro de Situação, para que incontáveis e sofridas mães e avós PM, a exemplo do recém assassinado Sd PM Rodrigo, bradem aos quatro cantos do mundo que "A PMERJ ESTÁ LANÇANDO NOSSOS JOVENS (RECRUTAS) A SANHA DOS LOBOS". 
O "gigantismo" na administração civil é responsável pela perda de dinheiro. 
O " gigantismo" na administração militar é responsável pela morte de PM, é bem diferente. 
Nossa Policia Militar levou 205 anos para implantar 41 Batalhões Ordinários, não pode ter sido por acaso...
Para finalizar, quanto ao episódio triste ocorrido na Rocinha , quero registrar que o PM não é Jesus Cristo. 
A hora que um " Bola de Ferro" bipolar ou não, com 15 dias de formado, lançado a sanha dos lobos, sem saber o que é uma Fração Constituída PM, sem saber o que é Cadeia de Comando, sem saber os princípios básicos de coberta, abrigo e de soldagem de corpos para multiplicar forças e cismar (e com toda razão) de não oferecer a outra face para apanhar, conforme o pregado pelo Senhor Jesus Cristo, estando fardado e armado, com certeza reagirá na forma da lei. E aí, mesmo que se use o principio gradual e proporcional da força, fatalmente vidas e talvez muitas, serão perdidas (cada Pistola Policial possui no mínimo um carregador de 20 tiros e o Fuzil de 30). E a lei o amparará. Afinal, ninguém, mas ninguém, nem Cmt, Chefe, Diretor, Coordenador, Assessor, Presidente, Gerente, Governador, Secretário, Técnico, Treinador, Juiz, Padre, Pastor tem o direito e nem o amparo legal de dizer a um Policial Militar fardado e armado que ele tem que apanhar na cara e tomar tijoladas e pazadas nas canelas e ficar quieto, e oferecer a outra face, para continuar apanhando. Em qualquer lugar do mundo, atacar Policiais fardados é atacar o Estado e a Sociedade, sendo que em alguns rincões desse nosso imenso Brasil, tapa na cara é sentença de morte. O PM nessa situação tem e sempre terá o direito legal de reagir, usando os meios necessários para sobrepujar seus agressores, isso, se tratando de sua individualidade. E terá o dever de reagir a toda e qualquer injusta agressão contra sua farda , defendendo e representando a eterna força de 205 anos de glória e inestimáveis serviços prestados a Sociedade, da Gloriosa Policia Militar do Estado do Rio de Janeiro (Fonte)". link


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