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Blog do Coronel Paúl.



Paulo Ricardo Paúl, um cidadão indignado.


A GREVE E A DESMILITARIZAÇÃO DAS POLÍCIAS MILITARES DO BRASIL


Prezados leitores, peço que façam uma reflexão sobre a desmilitarização das Polícias Militares do Brasil, após lerem essas notícias de greve e o oportuno comentário do Tenente-Coronel PM RR Paulo FONTES: 

1) "O Estado de S. Paulo
16 de maio de 2014 | 15h 26
Polícia do Rio pode parar na Copa; MPF vai investigar adesão à greve
Mensagens transmitidas pelo aplicativo de celular WhatsApp convoca a categoria para paralisação no dia 15 de junho RIO - O Ministério Público Federal abriu procedimento para investigar a adesão de policiais militares à paralisação durante a Copa. Mensagens transmitidas pelo aplicativo de celular WhatsApp convoca a categoria para greve no dia 15 de junho. "Greve de militar é inadmissível. Quando se coloca a farda pela primeira vez, a primeira coisa que se aprende é que não se pode fazer greve. Ele sabe que está rompendo um dogma sagrado da instituição. A medida será a prisão imediata dos líderes da greve, assim como aconteceu em Pernambuco", afirmou o procurador Fernando Aguiar, coordenador do Grupo de Controle Externo da Atividade Policial (CGEAP/RJ).
O caso é tratado pelo Ministério Público Federal porque, se houver greve, as Forças Armadas e a Força Nacional de Segurança Pública são mobilizadas e esses órgãos estão sujeitos ao controle externo do MPF.
Aguiar informou que conversou com o comandante da Polícia Militar, Luís Castro, e que este disse considerar "improvável" a paralisação. "Ele atribuiu as mensagens a um grupo pequeno, sem organização, sem apoio das associações policiais".
Aguiar também está acompanhando o movimento de paralisação nacional marcada para 21 de maio das categorias policiais. 
"Manifestação podem fazer à vontade. Só não podem parar de trabalhar. A consequência é a desgraça social. Vira a lei do mais forte", afirmou o procurador".

2) "Revista Veja
Cidades
Policiais civis do Rio planejam greve para próxima semana
Categoria exige incorporação de 850 reais ao salário, como gratificação. Prazo para que o governo apresentasse projeto da mudança na Alerj venceu no dia 15
Pâmela Oliveira, do Rio de Janeiro
À medida que diminui a contagem regressiva para a Copa do Mundo, aumenta a pressão no Rio de Janeiro de categorias que ameaçam cruzar os braços se não tiverem atendidas suas reivindicações de melhores salários. Agora, quem planeja uma greve para a próxima semana são os policiais civis, que têm assembleia marcada para a próxima quarta-feira, na Tijuca, Zona Norte. Eles pedem uma gratificação de 850 reais incorporada aos rendimentos mensais. De acordo com o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Rio de Janeiro (Sindpol), Francisco Chao, o benefício vem sendo discutido com o Estado desde o ano passado.
Em dezembro, o então governador Sérgio Cabral teria se comprometido a autorizar o pagamento em março. Na data combinada, ele pediu novo prazo até maio, quando o Palácio Guanabara já estaria sob o comando de Luiz Fernando Pezão. Agora, Pezão promete uma resposta para 10 de junho. Os agentes, porém, não acreditam que ele possa dar a devida atenção ao caso às véspera do início do Mundial - sem contar o fato de que o projeto sequer foi levado à apreciação dos deputados. "Essa demora é negativa. Não posso decidir se haverá greve sem consultar a categoria, mas se a Polícia Civil fosse prioridade, o projeto já teria sido apresentado na Alerj", disse Chao.

Leia também: Greves ameaçam parar o Rio no mês da Copa do Mundo (Link).

PM - Os policiais militares já se articulam em um movimento semelhante - o que significa que se o Estado ceder a um, terá de estender o benefício a toda a segurança pública. Nesta sexta-feira, o Ministério Público Federal instaurou um procedimento para investigar a possível adesão de agentes a uma paralisação durante a Copa do Mundo. De acordo com o procurador da República e coordenador do Grupo de Controle Externo da Atividade Policial, Fernando Aguiar, há indícios de que o mesmo tipo de paralisação que ocorreu em Pernambuco estaria para acontecer no Rio de Janeiro.
A greve da categoria, além de trazer consequências imprevisíveis à sociedade, é ilegal. Segundo a Constituição, policiais militares e bombeiros não têm esse direito. "Não será tolerada qualquer tipo de paralisação da PM. Greve de policiais militares é um atentado inaceitável ao Estado Democrático de Direito e à Constituição. Caso ocorra, adotaremos todas as medidas judiciais cabíveis, inclusive com a prisão dos líderes do movimento, para a manutenção da ordem pública", afirmou o procurador. A greve das duas categorias, a poucos dias da Copa do Mundo, é uma ameaça que pode comprometer não só a segurança do torneio, como também o governo de Pezão, pré-candidato à reeleição". 

COMENTÁRIO:
É muito bom saber que o MPF entende que ao militar é proibida a greve. Portanto seria melhor ainda que se tornasse parceiro das Polícias Militares do Brasil no sentido de lutar contra a absurda PEC 51, que pretende desmilitarizar as PPMM.
Porque na hora que isso acontecer será o caos no país, quando a Polícia Ostensiva, de Preservação e Manutenção da Ordem Pública, seja lá que natureza jurídica lhe for atribuída, adquirir o direito que todas as organizações de cunho civil possuem: Sindicalização, Greve e outros.
No momento que a espinha dorsal da hierarquia e disciplina for quebrada, passará a existir uma tropa de 500 mil servidores civis sem comando, sem regulamento disciplinar, sem princípios de Deontologia, pundonor ou ética.
Será o caos!!
Paulo Fontes Tenente Coronel PMERJ RR 

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