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Policiais e bombeiros de Pernambuco podem decretar greve nesta terça-feira

Militares não receberam respostas do Governo e só aguardarão até esta terça-feira


O movimento dos policiais e bombeiros militares de Pernambuco divulgou nesta segunda-feira (12) que, caso os agentes não recebam respostas satisfatórias sobre reivindicações por melhores salários e condições de trabalho do Governo do Estado até esta terça-feira (13), decretarão greve em Pernambuco.

Segundo a liderança do movimento, que protocolou uma pauta de reivindicações junto ao Governo no último dia 28 de abril, a categoria está insatisfeita e se programa para votar o início da greve nesta terça-feira durante uma caminhada em protesto pelas ruas do Recife. O ato, que acontece às 13h e terá concentração em frente ao Memorial de Medicina de Pernambuco, no bairro do Derby, será encerrado em frente ao Palácio do Campo das Princesas. Local onde os agentes devem votar pela adesão ou não da greve.

Entre os principais pontos presentes na pauta de reivindicações dos agentes, três se destacam: aprovação de subsídio salarial com início previsto para janeiro de 2015 (representando um reajuste referente aos valores de auxílio alimentação e periculosidade de 50% para soldados e 30% para oficiais); plano de cargos e carreira com base em tempo de serviço (com o militar sendo promovido automaticamente por tempo de serviço); e reestruturação do Centro Médico-Hospitalar (CMH) dos bombeiros e policiais militares.

De acordo com o policial militar Joel da Harpa, líder do movimento de policiais e bombeiros, a situação atual dos agentes é alarmante. "O agente come mal, dorme mal e vive mais inseguro do que os cidadãos. Atualmente, o salário pago para um policial militar em Pernambuco é o 21° de todo o país. Além disso, não contamos com respaldo satisfatório em diversos aspectos. O CNH, por exemplo, demora entre 4 e 5 meses para marcar uma consulta", disse.

Sobre a possibilidade de greve, Joel afirmou que 80% dos integrantes do movimento deseja paralisar suas atividades. "Tenho sentido nossa classe muito insatisfeita, amanhã agentes de todas as regiões estarão presentes em nosso ato. Acredito que teremos aproximadamente 5 mil presentes. Serão eles que deverão votar pela deliberaçãoou não da greve", contou Joel da Harpa.
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